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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A força da “rádio-peão”


Assim é conhecido o “burburinho” muito freqüente entre indivíduos que dividem o mesmo ambiente laboral.
A famosa “rádio-peão” tem essa denominação por agrupar pessoas que compõem hierarquias menores nas corporações e onde também há maior contato entre indivíduos que exercem funções similares.
Profissionais de RH alertam para que esse fenômeno não seja apenas um meio de propagação de fofocas e boatos que venham prejudicar a qualidade do trabalho.
Por outro lado, as empresas que conseguem se equilibrar com a “rádio-peão” não encontram problemas, pois há de se identificar e transformar essa comunicação não-oficial em algo que transforme o ambiente de trabalho mais leve e agradável.
O prejuízo para as empresas ocorre quando a fofoca se sobressai mais que os assuntos laborais.
Em alguns casos essa pratica pode causar danos profundos às pessoas, pois o estresse, crises nervosas e sintomas péssimos de saúde podem ser manifestados devido a propagação de informações não verídicas.
Muitas vezes esse fenômeno toma uma proporção imensa pelo vazamento de informações que são geradas através de aspectos processuais das empresas.
Geralmente a informação passa por diversas áreas e pessoas, ficando assim vulnerável a interpretações subjetivas e incertas. O ideal é envolver poucas pessoas no processo de geração da informação.
Bem ou mal, a “radio-peão” é uma realidade em todos os ambientes da sociedade. É uma manifestação natural e que não será extinta por se tratar de um processo comunicativo do ser humano para se integrar ao meio onde está inserido.
Para amenizar os possíveis danos causados pelo referido meio de comunicação, as empresas devem ser comprometidas com a qualidade e eficiência da comunicação interna.
A “rádio-peão” é uma realidade que não deve ser preocupação quando a comunicação entre todos na empresa, especialmente na direção, for clara, definida e sem segredos e meias-palavras.
Até mesmo porque o exemplo deve vir de cima!
FONTE: Cledson de Lima, Profissional de marketing e especialista em Comunicação Empresarial
Baseado no artigo publicado em 27/10/2008 pela revista VOCÊ S/A

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